O IGP-M desacelerou em outubro de 2026, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O indicador subiu menos do que no mês anterior.
Conhecido como “inflação do aluguel”, o IGP-M é usado em reajustes de contratos de locação, tarifas públicas e prestação de serviços. Diferentemente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considera etapas da cadeia produtiva além dos gastos do consumidor final.
Em São Paulo, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar), da Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda mensal em outubro. O indicador acompanha contratos residenciais em quatro capitais brasileiras, entre elas a capital paulista.

Também em São Paulo, a Atlas Dados e a Bossa Nova Sotheby’s levantaram os valores medianos de aluguel por bairro para apartamentos a partir de 100 m². Os dados permitem observar tanto os indicadores de reajuste quanto as diferenças entre regiões da cidade.
IGP-M e Ivar: resultados de outubro e diferenças entre os índices
O IGP-M avançou 1,47% em outubro, depois de registrar alta de 1,57% em setembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o indicador acumulou elevação de 4,97% em 2026 e de 5,24% nos 12 meses até outubro.
Na comparação com outubro de 2025, o resultado foi diferente: naquele mês, o IGP-M recuou 0,36%, e a alta acumulada em 12 meses era de 0,92%. O índice também é usado em reajustes de tarifas de energia e telefonia e em contratos de prestação de serviços.
Já o Ivar registrou variação de -0,01% em São Paulo em outubro. A taxa acumulada em 12 meses caiu de 5,08% em setembro para 4,47% no mês seguinte, conforme dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV.
Além de São Paulo, o Ivar acompanha contratos residenciais no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Porto Alegre. A FGV diferencia o indicador do IGP-M: o primeiro mede a variação dos preços de contratos de aluguel residencial, enquanto o segundo é mais amplo e pode ser influenciado por fatores econômicos como o dólar.
Bairros com os aluguéis mais caros de São Paulo
O levantamento da Atlas Dados em parceria com a Bossa Nova Sotheby’s compara o valor mediano dos aluguéis de apartamentos com área a partir de 100 m². A Vila Nova Conceição lidera o ranking, com mediana de R$ 16 mil.
Na segunda posição está o Itaim Bibi, com R$ 14,6 mil, seguido por Pinheiros, onde o valor mediano é de R$ 14,4 mil. A Vila Mariana aparece em quarto lugar, com R$ 14,2 mil.
Brooklin ocupa a quinta posição, com R$ 13,3 mil, e Campo Belo vem em sexto, com R$ 12,2 mil. Moema registra R$ 11,6 mil, enquanto a Vila Madalena tem mediana de R$ 11,1 mil.
Jardins, com R$ 10,4 mil, aparece em nono lugar; Alto de Pinheiros fecha a lista, com R$ 9,5 mil. Os valores do ranking se referem ao recorte de apartamentos com pelo menos 100 m² analisado pela Atlas Dados e pela Bossa Nova Sotheby’s.


