Mansão Richthofen: o que mudou na casa após 24 anos

A mansão Richthofen, na Rua Zacarias de Góis, no Campo Belo, aparece coberta por um borrão no Street View. O imóvel segue associado ao crime ocorrido em 2002, que teve repercussão nacional.

A casa era da família Richthofen e, após o assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, passou a carregar a associação com o caso. A propriedade fica na Zona Sul de São Paulo.

Em 2014, Andreas von Richthofen decidiu se desfazer do imóvel, depois de Suzane abrir mão da herança. Os novos proprietários alteraram a fachada e solicitaram que a imagem da casa fosse desfocada.

mansão Richthofen

Relatos de moradores citados na reportagem mencionam visitas de curiosos e ausência de moradores fixos. A história do casarão envolve mudanças físicas, o borrão na imagem digital e a atenção que o endereço ainda desperta.

Venda da mansão e desvalorização após o crime

A família Richthofen comprou o imóvel em 1998 por cerca de R$ 330 mil. O terreno tem mil metros quadrados e inclui piscina, biblioteca, escritório e suítes espaçosas.



Após uma disputa judicial, Suzane abriu mão da herança, e Andreas decidiu vender a propriedade. Segundo a reportagem, um engenheiro e uma dentista pagaram R$ 1,6 milhão pelo imóvel.

O valor correspondia a aproximadamente metade do preço de mercado de casas de porte semelhante na região. A reportagem relaciona o desconto à dificuldade de encontrar compradores dispostos a adquirir uma propriedade associada a uma tragédia.

Fachada alterada, borrão digital e curiosidade na vizinhança

De acordo com a reportagem, qualquer cidadão brasileiro pode solicitar que uma casa, um rosto ou a placa de um veículo seja desfocado em imagens digitais, por razões de privacidade. No caso da antiga residência dos Richthofen, o pedido buscou dificultar a observação virtual do local ligado ao crime.

A fachada também foi modificada para reduzir a identificação do casarão. Os tijolos vermelhos que apareciam nas imagens de 2002 foram pintados de branco, e os muros foram elevados para impedir a visão do interior.

A numeração oficial da rua foi coberta pela pintura, e as reformas também apagaram pichações feitas nos anos posteriores ao crime. A reportagem aponta que imóveis marcados por tragédias podem trazer perda de privacidade e dificuldades para uma futura revenda, além do desconto na compra.



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