O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) informou que a segunda passarela da Rodovia Engenheiro Miguel Melhado Campos (SP-324) será implantada em Vinhedo. O ponto previsto fica próximo ao Distrito Industrial.
A estrutura foi anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas em 5 de outubro de 2026. Em 23 de outubro, o DER-SP também atualizou o andamento dos projetos das duas passarelas previstas para a rodovia.
Em Campinas, moradores da região entre Cidade Singer e Jardim Campo Belo enfrentam dificuldades para atravessar a pista desde a duplicação da rodovia, entregue em abril de 2026. A passagem subterrânea existente exige uma caminhada de cerca de 600 metros.

A falta de uma travessia considerada segura motivou cobranças judiciais de entidades e pedidos de estudos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Tarcísio afirmou, em entrevista no início de outubro de 2026, que as obras devem começar em 2027.
Locais previstos e etapas dos projetos das passarelas
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), a passarela prevista em Campinas ficará no km 90,3, entre Cidade Singer e Jardim Campo Belo. O projeto está na etapa de contratação de estudos técnicos e elaboração do projeto executivo.
O DER-SP informou que a implantação em Campinas deve ocorrer “com a maior brevidade possível”, para reduzir os riscos de quem atravessa a pista pulando as barreiras de proteção. A abertura da licitação e a definição de prazos e valores da obra, porém, dependem da conclusão do projeto executivo e devem seguir a legislação vigente.
Para a outra estrutura, em Vinhedo, o ponto indicado pelo departamento fica no km 76. O projeto ainda está em fase de estudo de viabilidade técnica, etapa anterior à definição das próximas fases da obra.
Travessia de pedestres e cobranças por segurança na rodovia
Na região do km 90,3, moradores atravessam a pista por trechos sem faixa de pedestres ou semáforo. O DER-SP relacionou a implantação da passarela em Campinas à redução dos riscos enfrentados por quem passa sobre as barreiras de proteção.
A cobrança judicial pela estrutura foi apresentada pela Sociedade Protetora da Diversidade das Espécies e pelo Movimento de Resistência Miguel Melhado. Os dois grupos levaram à Justiça a demanda por uma alternativa de travessia no trecho.
Como parte do pedido, as entidades apresentaram um relatório com fotografias e reportagens que registram moradores cruzando a rodovia de forma irregular. O material apontou que essas travessias ocorrem diante da falta de opções consideradas seguras na região.


